Participação da Valle das Frutras
A Valle das Frutas tem uma significativa participação no mercado regional e nacional de frutas. No seu mix de produtos, a manga representa o principal produto, correspondendo cerca de 90% do seu faturamento. O mercado é atendido durante todo o ano, graças as modernas técnicas de irrigação não existe a sazonalidade da manga. Hoje a empresa atua desde a produção, passando pela distrubuição e comercialização. A produção é feita 100% no Vale do São Francisco, através da irrigação, principalmente nas cidades de Petrolina/PE e Juazeiro/BA. Valle das Frutas atende todo o Brasil, tendo como foco a região Centro Sul do Brasil, onde São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro representam o principal mercado comprador.
Mercado do Vale do São Francisco
O VALE DO SÃO FRANCISCO é, na atualidade, uma das regiões agrícolas mais dinâmicas do Nordeste brasileiro. Esse lugar de destaque na economia deve-se originalmente ao forte apoio recebido do Estado, a partir dos anos 70, por meio de seus projetos de desenvolvimento referentes à introdução de esquemas de irrigação estimulados pelo potencial hidroelétrico oferecido pela construção da barragem de Sobradinho e às características de sua inserção nos mercados interno e internacional.
O impulso desses vínculos com o mercado é dado pelo crescimento da produção para exportação em dois dos seus principais municípios: Petrolina-PE e Juazeiro-BA. Uva e manga tornaram-se frutas especiais pelo espaço de comercialização conquistado: 20% da produção de cada uma delas são vendidos fora do Brasil, para a Europa e os Estados Unidos. Ressalta-se ainda que a produção do vale encontra lugar especial na seleção de frutas feita por cadeias transnacionais de supermercados que requerem produtos tipo exportação. Deve-se, pois, atentar para o fato de que as frutas passam a ser selecionadas de acordo com as exigências dos compradores ou consumidores a que se destinam (1).
O Vale do São Francisco é o principal polo de exportações de uvas do Brasil, responsável por mais de 95% do total embarcado pelo país. No ano passado, os embarques da fruta chegaram a 59,3 mil toneladas, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) compilados pelo Instituto Brasileiro de Frutas (Ibraf).
Mercado Brasileiro
Efetivamente a manga vem apresentando as maiores taxas de crescimento entre as frutas exportadas pelo Brasil, e a perspectiva é de aumento dessa participação. Entretanto, as mudanças no mercado internacional nos últimos anos, como o aumento da concorrência e das exigências por parte dos principais mercados importadores, têm resultado em grandes desafios. Com relação ao volume de manga comercializado no mercado interno, a tendência é de um aumento, principalmente porque, dos 25 mil hectares plantados na região do Vale do São Francisco, 18 mil estarão em produção plena nos próximos dois anos. Essa produção deverá provocar um acréscimo no volume de manga ofertado no mercado nacional de cerca de 280 mil toneladas/ano.
Características do mercado
a) Preferência do consumidor
O mercado internacional de manga não é uniforme, devido às variações de preferências e exigências dos consumidores. Portanto, para obter o sucesso na produção e exportação é preciso conhecer o mercado antecipadamente, para delinear as estratégias que considerem essas variações. A manga para ser exportada deve apresentar coloração vermelha e brilhante, com fibras curtas e peso entre 250 e 600 gramas por fruto, para o mercado dos EUA. Na Europa, a preferência é por frutos entre 300 a 450 gramas, o que, em uma caixa de 4 quilos líquidos, representa de 9 a 14 frutos. Em geral, a Tommy Atkins é a variedade que possui a maior participação no volume mundialmente comercializado, devido principalmente a coloração intensa, bom rendimento e resistência ao transporte a longas distâncias, razões pelas quais é a mais produzida atualmente.
b) Modalidade de pagamento
A manga é uma fruta que, na maioria das vezes, é vendida por consignação, com o preço de mercado sendo determinado no destino. Esta é uma importante variável, que deve ser melhor discutida pelo produtor, pois pode-se estabelecer estratégias, que visam manter a competitividade e a viabilidade econômica. A qualidade do produto e os custos do transporte afetam os preços, que são negociados entre o importador e os supermercados. Cabe então vigilância constante e cuidados desde a decisão da época de colheita até a classificação, resfriamento e distribuição.
d) Oferta e demanda
O Brasil, mais precisamente o Vale do São Francisco, por possuir condições climáticas favoráveis e por dispor de tecnologia para manejar a floração da mangueira, pode exportar durante todo o período em que há uma menor concentração na oferta de manga no mercado internacional. Entretanto, para obter uma melhor cotação de preço, os exportadores brasileiros concentram suas exportações no mercado norte americano, entre os meses de agosto até meados de novembro e, para o mercado europeu, de meados de novembro até o final de dezembro.